Quando se trata de meio ambiente, será que é possível "preservar com sustentabilidade"? A resposta para essa pergunta é não, não é possível, já que, a própria palavra, "preservar" é finalista, busca a "intocabilidade". Já a sustentabilidade procura equacionar as questões relativas ao meio ambiente e também ao uso das riquezas naturais. Então não que se falar em "preservar com sustentabilidade", como queriam os ambientalistas no caso do tal "pacto verde" que seria assinado não fossem as entidades locais que se erigiram contra a ideia entregacionista da prefeita Maria Izaura e da Secretaria de Meio Ambiente (afastada mas com voz ativa na secretaria) Irene Duarte. E olha que Mida relutou. Brigou, foram necessárias dezenas de reuniões, todas longas e por mais que a sociedade mostrasse que Mida estava errada ela se mantinha na postura de assinar o tal "pacto verde". No final, o povo venceu e Mida se obrigou a mudar de "pacto" para "protocolo", que não tem a mesma força jurídica garantindo alguma segurança contra a ideia de "entregar a cidade aos ambientalistas".
Alta Floresta foi apontada há cinco anos como a cidade que mais desmatou no Brasil. O que é uma grande mentira, já que ficou provado que, na "contabilidade" dos ambientalistas, "creditaram" áreas antigas abertas ao longo da história da cidade, quando o próprio governo incentivava as pessoas a virem para esta região, como sendo "novos desmatamentos". Colocaram na conta do setor produtivo. Agora, por pouco, Mida, atendendo a um discurso ambientalista preservacionista, não aumentou a conta do setor produtivo, que aliás, através do Sindicato Rural, foi o maior parceiro da prefeitura na assinatura do CAR (Cadastro Ambiental Rural) para as propriedades. Para se ter uma ideia, até o início deste ano, a prefeitura não conseguia fechar a conta dos 80% e teve que se socorrer ao sindicato e ao Codam para, que três grandes proprietários fizessem o CAR, atingindo de uma vez só a meta para a retirada da cidade da lista negra do Ibama. Nem assim, Mida respeitou ao setor produtivo tentando impor um Pacto que iria travar a economia local. Ainda bem que a população se rebelou.
A ultima vez, que eu me lembre, em que a sociedade se erigiu contra as ações de tirania de governantes, foi no início da década de 90, quando o povo foi as ruas em passeata para exigir que o governo do estado resolvesse a questão da energia elétrica e pouco tempo depois fomos interligados ao sistema nacional de energia marcando o fim dos longos racionamentos. Naquela oportunidade todo o povo saiu as ruas. Nesta, foram as entidades, de que certa forma, são um substrato do que é a nossa comunidade, que se rebelaram contra a tirania da administração municipal. Parabéns!